5 melhores livros de Machado de Assis

 


Dom Casmurro (1899)

A obra-prima de Machado de Assis é narrada pelo protagonista, Santiago, um homem de meia-idade que é conhecido como "Dom Casmurro", devido à sua teimosia.

No romance, ele relembra o seu percurso desde a infância, quando era chamado de Bentinho e se apaixonou por Capitu, a amiguinha que morava na casa do lado.

Enquanto assistimos à história de amor que vão desenvolvendo ao longo dos anos, somos levados a refletir sobre temáticas atemporais como as relações humanas, o ciúme e a traição.

Tudo é contado a partir da perspectiva de Dom Casmurro e, por vezes, chegamos a duvidar da sua palavra. Assim, a obra deixa uma grande questão no ar e tem sido objeto de inúmeras interpretações por leitores e estudiosos de várias épocas.

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)

Publicado inicialmente num folhetim, durante o ano de 1880, o romance machadiano veio representar um ponto de viragem na sua carreira literária. O narrador da obra é o protagonista, Brás Cubas, um homem que já está morto e resolve contar a sua história.

Como ele não se encontra mais entre os vivos, assume uma posição privilegiada para falar a verdade, sem nenhum constrangimento, e tecer críticas à sociedade contemporânea.

O "defunto autor" imprimiu um caráter inovador ao livro, que se tornou muito popular e foi considerado a obra inaugural do Realismo no Brasil.

A narrativa segue a biografia de um homem que queria inventar um remédio universal para curar todas as doenças do mundo, mas acabou falecendo durante o processo.

Através dela é possível conhecermos um pouco sobre seu contexto histórico: um tempo caracterizado pelos avanços tecnológicos e científicos.

Quincas Borba (1891)

Ao lado de Dom Casmurro e Memórias Póstumas, esta é uma das obras que integram a trilogia realista do autor, entendida como o ponto mais alto da sua carreira. O romance conta a história de Rubião, um jovem que começou a trabalhar para um filósofo e acabou herdando a sua fortuna.

Atento às lições do antigo mestre, Joaquim Borba dos Santos, o jovem reflete sobre seu conceito de "Humanitismo", teoria que considerava a guerra uma forma de seleção natural. Devido à sua ingenuidade, ele acaba se tornando vítima da ambição de terceiros e caindo em desgraça.

Fruto do seu tempo, o enredo reflete e satiriza um contexto histórico dominado pelo discurso científico e o pensamento positivista.

O Alienista (1882)

Inicialmente publicada em folhetim e depois incluída na coletânea Papéis Avulsos, a obra divide opiniões em relação ao seu gênero: alguns consideram que é um conto, outros uma novela.

Atravessada pela sátira e humor macabro, a narrativa é protagonizada por Dr. Simão Bacamarte, um médico alienista, que atualmente designamos como "psiquiatra". Embora seja extremamente dedicado à profissão, ele se casa com Evarista pensando em gerar descendentes.

Com o tempo, começa a acreditar que a infertilidade da mulher resulta de problemas psicológicos e decide abrir a Casa Verde, um hospital psiquiátrico que passa a abrigar todos os pacientes da região.

Helena (1876)

Helena faz parte da primeira fase literária de Machado de Assis, na qual ainda eram evidentes as influências do Romantismo. Trata-se um romance urbano, passado no Rio de Janeiro do século XIX, que traça um retrato daquela sociedade.

Quando o Conselheiro Vale morre, seu testamento anuncia à família que ele tinha uma filha ilegítima: Helena, uma jovem que nasceu fora do seu casamento.

Como último desejo, ele pede que a irmã e o filho, Estácio, recebam a herdeira em seu seio familiar. No entanto, apesar da sua doçura, a moça esconde um grande segredo e se envolve num amor proibido.


Comentários

  1. Com certeza Machado de Assis é o melhor autor brasileiro da história!

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  2. Relembrando estes livros que li no tempo da escola.

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  3. João Henrique Brasil Leal29 de abril de 2024 às 09:56

    Bem legal, gosto muito do livro O Alienista

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